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A pontualidade nas diferentes culturas

Posted by Cecília on 07:56
O tema da pontualidade tem sido muito debatido nos últimos tempos. De acordo com todos os livros de etiqueta, cortesia, protocolo, etc., a pontualidade é sempre apontada como uma das mais importantes características. No entanto esta nem sempre é tida em consideração. A importância da pontualidade varia muito de cultura para cultura. Cada país tem os seus próprios códigos em relação ao que é adequado em termos de pontualidade, prazos e outras coisas que envolvem o fator tempo. Por exemplo a falta de pontualidade em certos países é considerada uma ofensa nos países orientais, tais como: China, Japão, Indonésia, Malásia, Singapura, Alemanha, Inglaterra, etc.

Outros países são mais “flexíveis” e “tolerantes”, tais como o Brasil, França, Espanha e o nosso… entre outros!

No que diz respeito à nossa cultura, muitos diriam que somos muito pouco pontuais, o limite de tolerância são de 15 minutos, mas muitos portugueses atrasam-se muito mais… Será mesmo uma falta de educação?

Pessoalmente penso que não, os portugueses não chegam atrasados para ofenderem os outros. O problema principal deles é a falta de atitude, de organização e saberem agendar bem o seu tempo. Os portugueses e outros necessitam de formação em “Gestão do Tempo”. Muitas das empresas já têm em conta este factor, porque “tempo é dinheiro” e fornecem formação nesta área aos seus colaboradores. No meio profissional, a pontualidade é um factor fundamental. Nas nossas vidas pessoais também o deveria ser, deveríamos saber definir as nossas prioridades e agendar os nossos dias para não falharmos com os outros, porque se nós não gostamos de esperar mais de 15 minutos (no nosso país), os outros também não, e se tivermos de conviver com um oriental é melhor chegar 15 minutos antes!

Em contexto de férias, os portugueses também têm uma tendência a “relaxarem-se”com o horário para quebrarem com a rotina do trabalho que os obriga a cumprirem horários. Este fato é saudável sempre que os membros que estão de férias connosco estejam de acordo, porque caso exista outras pessoas de outras culturas que dêem uma importância relevante aos horários, devemos respeitá-los. Podemos usufruir das férias, dormir de manhã, passear e cumprir também os horários de refeições ou outros encontros com os nossos amigos.

Para quem têm crianças, cumprir os horários, mesmo nas ferias é importante, trata-se de disciplina, de educar as crianças a comerem às horas certas, porque caso contrário começam a comer entre as refeições, ou a comer demasiado na hora da refeição (porque estão a comer tarde), criando mãos hábitos alimentares que se podem reflectir negativamente na saúde.

Na minha perspectiva, todos devemos fazer o esforço de cumprir os horários, respeitando assim os outros que nos esperam. No entanto também não devemos ser “inflexíveis”, porque contratempos incontornáveis também acontecem (uma avaria, um acidente, auxiliar um familiar ou amigo com um problema grave, etc.). Nestes casos concretos devemos sempre tentar avisar a pessoa que nos espera, como por exemplo telefonando, mas por vez também podemos não ter bateria, rede ou saldo… daí também seremos indulgentes com as pessoas atrasadas. O respeito pelo o outro também passa pelo “saber esperar”.

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Cultura portuguesa versus cultura francesa

Posted by Cecília on 12:24
No meu ponto de vista o que define cada cultura é a sua história, tradição, costumes, memórias… e o que as torna únicas são as suas especificidades.

Em Portugal o que o torna único são o calor das suas gentes, a sua enogastronomia, o fado – “a saudade”, entre muitas outras especificidades.

A França o que a torna única são a sua industria automóvel e outras, a moda, a vanguarda, os produtos de luxo, e também a sua enogastronomia, sem dúvida.

Se tivesse de caracterizar o povo português, diria que é um povo bem mais acolhedor que o Francês. O povo português é mais optimista e sonhador. Tem também uma enorme capacidade de adaptação a todas as coisas, ideias e seres, sem que isso implique perda de carácter. Foi esta faceta que lhe permitiu manter sempre a atitude de tolerância e que imprimiu à colonização portuguesa um carácter especial inconfundível: assimilação por adaptação. O Português tem vivo sentimento da natureza e um fundo poético e contemplativo estático diferente do dos outros povos latinos. Apesar de ser caloroso, falta-lhe a exuberância e a alegria espontânea e ruidosa dos povos mediterrâneos. É mais inibido que os outros meridionais pelo grande sentimento do ridículo e medo da opinião alheia.

O povo português é também fortemente individualista, mas possui grande fundo de solidariedade humana, por exemplo quando sucedeu a derrocada na ilha da Madeira, muitas pessoas deram donativos para contribuírem a reconstrução/reparação das casas e outros locais destruídos.
Outro facto que caracteriza o povo português é o estado de alma sui generis que ele denomina de “saudade”. Esta saudade é um estranho sentimento de ansiedade, a ânsia permanente da distância, uma espécie de sentimento poético de fundo amoroso ou até religioso, que pode tomar a forma panteísta de dissolução na natureza, ou se compraz na repetição obstinada das mesmas imagens ou sentimentos.

O povo Português também é um povo de emigrantes, espalhados pelo mundo, considerados bons trabalhadores por todos. O povo português tem uma grande coragem e espírito de sacrifício como poucos.

O povo português tem também uma enorme capacidade de adaptação, pois adapta-se a climas, a profissões, a culturas, a idiomas e a gentes de maneira verdadeiramente excepcional. O Português foi sempre poliglota. Já os nossos clássicos escreveram quase todos em mais de uma língua, e mesmo as pessoas de pouca ínstrução aprendem e sabem com frequência falar um idioma estrangeiro. Mas a capacidade de adaptação é geral; podia ilustrar-se com inúmeros exemplos. O Português adapta-se a outro ambiente cultural tão bem que parece ter sido assimilado. Já o francês parece sempre francês em qualquer lado, dificilmente perde o seu sotaque, pronúncia e hábitos.

A capacidade de adaptação, a simpatia humana e o temperamento apaixonado são a chave da colonização portuguesa. O Português assimilou adaptando-se.

Ao longo da História também se verifica o temperamento expansivo e dinâmico do Português. Nos tempos em que a actividade era a guerra, os Lusitanos foram a expressão mais acabada da luta permanente e sem tréguas, que se prolongou pela Idade Média nas lutas da Reconquista contra os Mouros, para se transformar, finalmente, nas viagens de descobrimentos e de colonização.

Outra constante da cultura portuguesa é o profundo sentimento humano, que assenta no temperamento afectivo, apaixonado e bondoso. Para o Português o coração é a medida de todas as coisas.

Na história e literatura portuguesa também temos a presença deste sentimento de amor forte: basta relembrar a grande paixão de D. Pedro por D. Inês de Castro, que nem a morte conseguiu extinguir e que ainda hoje serve de motivo poético.

Na literatura basta lembrar a lírica de Camões, esse grande poeta, que nos dá exemplos da mais bela e mais repassada emoção.

Quanto à discrição física dos portugueses, antes eram morenos, de estatura baixa, sorridentes…hoje somos menos sorridentes (devido à crise financeira que atravessámos), somos morenos, louros, ruivos, mulatos, asiáticos…somos uma mistura de muitas nacionalidades que por cá se instalaram, casaram com portugueses e tiveram filhos.

Lá fora os outros associam Portugal a um país de férias, de calor. Palavras como mar, sol, calor, férias, festas e praia são referenciadas com muita frequência. Também nos associam ao Futebol e o nome de Figo e Cristiano Ronaldo são bastante nomeados.

Também somos conhecidos pelo Fado, actualmente Património Imaterial da Humanidade, assim como pelo o nosso Vinho do Porto (“Oporto”), embora lá fora ainda muitos pensem que é um produto inglês, principalmente nos Estados Unidos da América.

Também somos vistos como um povo que gosta de comer e beber bem. Associam-nos muito ao bacalhau e à sardinha.

Um ponto negativo que também nos caracteriza: a falta de pontualidade!!! Considerada uma falta de respeito para certas nacionalidades. No entanto não o fazemos por falta de respeito, aliás de um modo geral o povo português é respeitador e privilegia muito este valor. Digamos antes que chegar tarde, já nos vai no sangue…

Neste aspecto os franceses são pontuais e gostam muito da pontualidade nos outros. Neste ponto um trabalhador português em França terá de se adaptar rapidamente e cumprir os seus horários se quer preservar o seu emprego ( no nosso país também…).

Relativamente aos franceses, sendo umas pessoas menos acolhedoras que nós, são muito mais românticas que nós. Aliás a França é objecto de todo um imaginário romântico em torno da sua tradição artística e intelectual, da riqueza do seu património arquitectónico e da diversidade das suas paisagens resplandecentes. Cada país tem a sua especificidade. Poderíamos também afirmar que a gastronomia francesa faz parte do património nacional. A gastronomia é, com efeito, uma das maiores referências de França no mundo. Delicias como o foie gras, as quiches, os crepes ou o camembert… são produtos franceses que se expandiram por todo o mundo.

Dependendo da cultura, podemos concluir que não existe cultura sem tradição. Pois esta institui uma relação entre o passado - a tradição, na medida em que nela se inscrevem actos culturais que ilustram as diferentes possibilidades do homem - e o presente, que num diálogo com essas produções é capaz de criar outras formas, outros modos de estar no mundo.

Podemos, então, admitir que não há cultura verdadeira sem uma atenção à tradição para a compreensão do presente e construção do futuro.

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Património Cultural

Posted by Cecília on 12:13
A interligação do Património Cultural associado ao Turismo ainda está por aprofundar, a Indústria Turística e o sector da Cultura e do Património, têm de estabelecer parcerias mais definidas para que o Turismo seja um aliado do Património e não um inimigo. A preservação e a vivência do Património são duas dimensões indissociáveis.

O património cultural e natural faz parte dos bens inestimáveis e insubstituíveis não só de cada país mas de toda a humanidade. A perda, por degradação ou desaparecimento, de qualquer desses bens eminentemente preciosos constitui um empobrecimento do património de todos os povos do mundo. Com vista a garantir o melhor possível a adequada identificação, protecção, conservação e valorização do património mundial, os Estados membros da UNESCO adoptaram em 1972 a Convenção do Património Mundial. A Convenção prevê a criação de um «Comité do Património Mundial» e de um «Fundo do Património Mundial». O Comité e o Fundo estão operacionais desde 1976.

A partir da adopção da Convenção, em 1972, a comunidade internacional adoptou o conceito de «desenvolvimento sustentável». A protecção e a conservação do património natural e cultural constituem um importante contributo para o desenvolvimento sustentável. A Convenção visa a identificação, protecção, conservação, valorização e transmissão às gerações futuras do património cultural e natural de valor universal excepcional. Os critérios e condições para inscrição de bens na Lista do Património Mundial foram elaborados para avaliar o valor universal excepcional dos bens, e orientar os Estados parte na protecção e gestão dos bens do património mundial.

Deste modo, a UNESCO tornou-se nestes últimos trinta anos num organismo internacional de referência, que orienta as concepções e actuações na matéria do Património Cultural agora entendida numa perspectiva mais universal. Em Novembro de 1972, inaugurou a “Lista do Património Mundial”. Trata-se de uma lista que proporciona prestígio, favorece o turismo e, ao mesmo tempo, estabelece um compromisso de protecção para estes bens patrimoniais, entre eles, os majestosos Mosteiros da Batalha e de Alcobaça, Convento de Cristo, Centros Históricos:Guimarães, Porto, Évora, Angra do Heroísmo (Açores), Alto Douro Vinhateiro e Floresta Laurissilva da Madeira.

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Os meus melhores votos...

Posted by Cecília on 10:30
Que os sinos do Natal sejam portadores de alegres esperanças, e que o Ano Novo renove os nossos sonhos e fortaleça a nossa convicção em construir um mundo melhor!

Votos de muita saúde e trabalho para todos vós!

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Crianças “violadas” nos seus Direitos Humanos.

Posted by Cecília on 10:22
Os avanços sociais e de cidadania das últimas décadas são inegáveis, mas falar de direitos humanos não perdeu actualidade. Porque se é verdade que, na essência, todos os princípios fundamentais estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a evolução civilizacional obriga a uma maior clarificação dos direitos concretos e, acima de tudo, a uma maior vigilância das práticas.
A violação dos direitos humanos é para mim uma grande revolta. Mas mais revoltada fico quando se trata da violação dos Direitos da Criança. No nosso país e no mundo inteiro continua a haver crimes contra as crianças, abusos sexuais, maus-tratos a todos os níveis, trabalho infantil, e muito outros. Principalmente nos países africanos e orientais. As crianças estão a ser “violadas” nos seus direitos humanos.
Gostaria de destacar um caso que me choca e entristece: a circuncisão feminina ou mutilação genital feminina (MGF) é o nome genérico dado a várias práticas que resultam na remoção de órgãos genitais femininos. Embora várias justificações são dadas para a manutenção da prática, ela parece estar relacionada principalmente ao desejo de subjugar as mulheres e controlar a sua sexualidade. De fato, historicamente os homens são os iniciadores, e isso sob o pretexto de preservar a fidelidade das mulheres.
Estima-se que 130 milhões de raparigas e mulheres em todo o mundo que tenham sido submetidos a MGF e que pelo menos 2 milhões de meninas por ano são susceptíveis de se submeter ao procedimento de uma forma ou de outra. Atualmente, a MGF é praticada em 28 países na África Subsariana e na parte nordeste da África. Relatórios indicam também a prática esporádica de MGF em alguns países do Oriente Médio e em alguns grupos étnicos na Índia e Sri Lanka.
Esta prática não tem nada em comum com a Circuncisão Masculina. A circuncisão feminina consiste na remoção do clítoris das pré-adolescentes, e até mesmo dos lábios vaginais. Há uma outra forma de mutilação genital chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.
A maioria das meninas circuncidadas ficam marcadas para a vida, na carne e no espírito. Elas nunca esquecem o trauma e a dor. Inclusive, muitas meninas morrem com o choque devido a dor insuportável e infecções. Outras ficam com insuficiência renal e inférteis, tendo dores insuportáveis nas relações sexuais futuras. Estas “operações” são feitas pelas mulheres adultas em condições de higiene pouco recomendáveis e com instrumentos muito primitivos, como lâminas de barbear ou xisato, não sendo sequer desinfectados.
As razões para a circuncisão varia de região para região e de um grupo étnico para outro. Muitos acreditam erroneamente que o Islão exige a circuncisão. Pois consideram que as mulheres não circuncidadas são consideradas impuras e incapazes de controlar seus impulsos sexuais. Outros grupos étnicos acreditam que o clítoris pode envenenar o homem ou a criança ao nascer. Outros ainda acreditam que o clítoris é um órgão masculino e por tal deve ser cortado para a menina se tornar uma mulher completa. Os homens recusam-se a casar com mulheres não-circuncidadas.
Já existem algumas mulheres adultas, com mais cultura a rebelarem-se contra a tradição. Nas livrarias podemos ler muitos livros de mulheres que conseguiram fugir às famílias, vivendo noutros países, onde fizeram careira, que denunciam este horror, relatando a sua própria experiência. Mas apesar das denuncias e de todas as medidas tomadas pelas as organizações internacionais como a ONU, OMS e UNICEF, ainda é muito difícil mudar a mentalidade destes grupos étnicos, porque para eles é um ritual necessário para a aceitação e integração da mulher na sua comunidade. Ao longo de suas vidas, as mulheres são condicionados a servir a comunidade e a reprimir os seus desejos e continuará assim durante longos anos, se não se conseguir mudar as mentalidades através da educação.
Mas infelizmente, esta violação dos direitos da criança, também está a ser praticada na Europa pelas comunidades emigrantes, em Paris, Roma, Estocolmo, Amesterdão, Manchester, Londres ou Berlim, também em Portugal, onde a circuncisão feminina apesar de ilegal é praticada no seio de muitas famílias oriundas dessas etnias. E aqui, a prática ainda é mais violenta, porque as meninas por andarem em escolas europeias, já têm mais conhecimento sobre o assunto, mas mesmo assim os pais obrigam-nas a esta tortura. Com medo de sanções, muitas famílias preferem circuncisar as suas meninas durante as férias escolares no seu país de origem.
Quanto à mutilação genital feminina e a sua criminalização em Portugal, a lei penal portuguesa pune esta prática com pena de prisão entre 2 a 10 anos, uma vez que, segundo o artigo 144.º da revisão ao Código Penal de 4 de Setembro de 2007, é considerada ofensa à integridade física agravada.
A comunidade guineense, na sua grande maioria concentrada em Lisboa, é a que mais pratica este crime, mas com uma diferença, essa prática é efectuada muito mais cedo, com dois ou três anos de idade, por considerarem ser mais fácil de curar. Para eles trata-se de cumprir com a religião e a tradição.

Conta-se que Abraão (ou Ibrahim, em árabe) casou com a bela mas estéril Sara. Foi ela própria que lhe sugeriu que tomasse outra mulher, que lhe desse descendentes. Abraão escolheu Agar, a escrava egípcia, que engravidou. Existem várias versões do fim da história, mas a que interessa para o caso conta que Sara, apercebendo-se do interesse crescente de Abraão por Agar, virou a sua ira contra a escrava, mutilando o seu órgão sexual. A este episódio relacionado com o profeta e patriarca das três religiões monoteístas, as fontes acrescentaram ainda que, durante os períodos de guerra, quando os homens saíam para combater, era preciso tornar as mulheres mais frias, para que não procurassem sexo, enfraquecendo-os.
Segundo Ibraima Baldé, membro da Associação Guineense Uallado Folei em Lisboa, considera que esta prática não tem nada a ver com qualquer religião. São usos e costumes. É mais uma forma de os homens se defenderem do adultério pois, sem prazer sexual dificilmente as mulheres praticam adultério. Defende sim a festa do ritual de passagem à idade adulta, que é muito bonita e não deve ser manchada pela mutilação (Site consultado: www.amnistia-internacional.pt).
Segundo a UNICEF, já existem alguns países africanos que têm leis contra a mutilação genital feminina e outras formas de violência contra as mulheres: Benim, Burquina, Costa do Marfim, Djibuti, Egito, Gana, Guiné, Indonésia, Nigéria, Uganda, República da África Central, Senegal, Somália, Tanzânia e Togo. Mas na restante África, a legislação não pune este tipo de crime.
Mas a verdade é que apesar da lei proibir tal prática nos países acima citados, ainda se continua a praticar frequentemente a circuncisão feminina nos dias de hoje. É urgente que este crime em “todos” os países do mundo seja realmente não praticado e caso o seja, que seja punido com severas sanções.
Focando o nosso país é necessário que as novas gerações de imigrantes consciencializem os mais velhos, que tal prática é realmente um crime e que isso não acontecerá com as filhas deles, denunciando os casos que conheçam.
Este é apenas uma das “violações” dos Direitos das Crianças, porque poderia citar inúmeros outros casos, quer no mundo, como no nosso próprio país.
Apelo a todos os governos que protejam as suas crianças, de modo a estas crescerem felizes, porque estas crianças serão os cidadãos de amanhã…! Mas não apelo só aos governos, apelo também a todos nós, pois todos temos obrigação de tratar bem as nossas crianças e de denunciar qualquer “violação” dos seus direitos que tenhamos conhecimento.

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A lenda do Rio Minho….

Posted by Cecília on 10:05
Era uma vez um rio chamado “Minius”, nasceu em Espanha, em Pedregal de Irimia, na Serra de Meira, província de Lugo, a 750 m de altitude... Denso, colorido e envolvente, convida-nos à descoberta…visitar vilas e aldeias ribeirinhas, fortificações e muralhas, jardins e museus, ilhas e pontes…ouvir as histórias das suas gentes e provar as suas iguarias (lampreia, sável, enguias, solhas…tudo acompanhado de um bom alvarinho…)! Podemos navegar nas suas águas tranquilas e quentes, inalar o seu oxigénio puro e extasiar-nos com os contornos mágicos da sua paisagem!

Convido toda as pessoas amantes da natureza a visitarem o nosso belíssimo Rio Minho. Uma paisagem serena, com uma fauna e flora muito ricas, e ao meu ver muito pouco aproveitadas.

Percorre cerca de 300 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico a sul da localidade de La Guardia e a norte de Caminha, na foz do Minho. Nos últimos 75 quilómetros do seu percurso, entre Melgaço e a foz, o Minho serve de fronteira entre Espanha e Portugal.
Entre a nascente e a foz, o rio Minho passa por Lugo, Ourense, Melgaço, Monção, Tui, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.

Em Espanha, os principais afluentes, de montante para jusante, são os rios Tamoga, Ladra, Avia, Tea e Louro, na margem direita e os rios Neira, Sil e Arnoya na margem esquerda. Em Portugal, os principais afluentes são os rios Coura e Mouro que, obviamente, se localizam na margem esquerda.

Um destino único para os amantes de desportos náuticos, da pesca, da ornitologia ou simplesmente para descansar.

É um destino de sonho não apenas na época balnear, mas sim todo o ano! Por exemplo no Outono, a panorâmica altera-se com a chegada de muitas aves aquáticas invernantes: corvos-marinhos-de-faces-brancas, garajaus-comuns e diversas espécies limícolas, das quais as mais frequentes são o maçarico-das-rochas e a rola-do-mar. Sem esquecer as frequentes gaivotas-argênteas que vivem lá todo o ano.

Na ilha da Moraceira, em Lanhelas poderão observar alguns cavalos de várias cores, já habituados à presença humana.

Se o Rio Minho falasse… contava-nos muitas histórias de encantar da época do contrabando e de muitos namoros que ali começaram!

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O transtorno de personalidade

Posted by Cecília on 12:36
Por vezes lidamos com pessoas que agora estão bem e de repente sem qualquer razão aparente (a nosso ver), ficam perturbadas e confusas. Pensamos “esta pessoa deve ser bipolar”, tem humores diferentes num espaço curto de tempo. Podem ser considerados indecisos e "de lua", pois são pessoas que dizem ou fazem uma coisa, mas em seguida mudam de ideia ou opinião drasticamente. E “cobram” dos outros tudo e mais alguma coisa, fazendo-se de vítima à mínima contrariedade.
Na realidade estas pessoas estão doentes. Sofrem de Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), também muito conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), este transtorno da personalidade é caracterizado por uma “desregulação” emocional, raciocínio extremista (cisão) e relações caóticas. Pessoas com personalidade limítrofe podem possuir uma série de sintomas psiquiátricos diversos como humor instável e reactivo, problemas com a identidade, assim como sensações de irrealidade e despersonalização.
Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (carácter). Pode-se dizer que é o "jeito" de ser da pessoa, o modo de sentir as emoções ou o "jeito" de agir.
Um transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e mal-ajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta. Geralmente esses indivíduos são pouco motivados para tratamento, uma vez que os traços de carácter não geram muito sofrimento para si mesmos, mas perturbam as suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente os sintomas aparecem no início da idade adulta e permanecem pela vida toda, caso não sejam tratados.
No entanto não é fácil detectá-los, pois podem “aparentemente”serem adoráveis, educados e simpáticos. Contudo, tais qualidades perdem a força conforme suas relações se tornam íntimas. Muitas vezes, superficialmente, pessoas que não conhecem profundamente o doente podem duvidar e não acreditar quando familiares, por exemplo, relatam o comportamento irritadiço e anormal que o paciente exibe. O ambiente intrafamiliar é muitas vezes marcado por conflitos constantes.
Aqueles que sofrem do transtorno de personalidade são indivíduos que afastam aqueles de quem mais precisam. Paradoxalmente, ao tempo que precisam do afecto e da companhia dessas pessoas, são capazes de afastá-las de forma cruel e, muitas vezes, assustadora. São muito exigentes de atenção e são excessivamente manipuladoras, embora nunca o admitam. Muito imaturos emocionalmente, são impacientes, não sabem esperar, suas recompensas devem ser sempre imediatas, não toleram frustrações e tendem a colocar a culpa sempre em outros pelas suas próprias falhas.
São pessoas com memória muito exacerbada para eventos negativos: não são capazes de perdoar, “remoem” coisas do passado e vivem e revivem intensamente um sofrimento desproporcional aos factos porque apresentam um juízo de valor muito rígido.
Por isso tudo, são pessoas facilmente vingativas, rancorosas, que, em momentos de fúria intensa, podem oscilar entre um comportamento explosivo ou friamente vingativo, passando bruscamente do papel de vítimas injustiçadas para o de verdadeiros vilões cruéis que não medem esforços para cometer acções maldosas em busca de vingança. Interiormente, eles acreditam estar correctos em suas atitudes e não entendem por que as outras pessoas os olham com espanto e indignação após tais comportamentos.
Também são, essencialmente, insaciáveis. Em termos de busca de atenção, eles sempre querem mais do que realmente têm. Por mais que as pessoas lhe dêem atenção, eles estão a exigir muito mais do que recebem.
Inclusive, eles tendem a ser "paranóicos", exigentes e desconfiados sempre de que os outros não lhe dão importância, mesmo que isso não seja a realidade. Eles, sem querer, distorcem-na, e acabam por colocar tudo para o lado "ruim" e ver somente o lado negativo ou das pessoas ou das situações com que se defrontam, acreditando, por exemplo, que as outras pessoas não lhe dão atenção, ou que de repente mudaram de comportamento e por isso são más, merecendo assim, punições e vinganças.
Trata-se de pessoas com instabilidade emocional, ou seja, aquelas que não conseguem manter equilíbrio emocional em situações de tensão ou stress. Elas frequentemente mudam de humor, emoções e conduta conforme o contexto que lhe for apresentado. Via de regra, têm baixa capacidade de julgamento e usualmente têm reacções “grosseiras”, acompanhadas muitas vezes de ansiedade. Podem ser pessoas rebeldes ou totalmente tímidas. Essas pessoas podem confundir carência emocional com paixão. Transferem para relacionamentos amorosos a sua instabilidade emocional. Muitas vezes tornam-se os causadores de brigas excessivas, têm extremo sentimento de posse e profunda carência afectiva. Vêem o outro como se ele tivesse nada menos que a obrigação de estar ali apenas para prover aquilo de que ele necessita. Além disso, elas tendem a acreditar que o outro parceiro tem de estar todo o tempo com ela, e têm a obrigação de não deixá-lo sozinho. Quando o parceiro tem de ir viajar ou quando cancela um encontro, facilmente se enfurecem ou entra em pânico, pois sente-se facilmente rejeitado. A sua capacidade de esconder o transtorno faz com que sejam vistos, superficialmente, como se não tivessem doença alguma.
Pessoas com o transtorno oscilam sempre entre dois extremos: um comportamento adulto e um comportamento infantil; entre a crueldade e a bondade. Esses indivíduos são também árduos manipuladores e estão constantemente a engendrar manipulações, a fim de testar as outras pessoas. Não toleram rejeições sentimentais. Isto quer dizer que qualquer movimento diferente da outra pessoa, significa que o outro não gosta mais dele, que não lhe quer mais, ou que irá abandoná-lo. Uma simples contrariedade partindo da pessoa por qual o doente mantém um vínculo afectivo importante, é visto como um sinal de "não", frustração e abandono, mesmo que isto não seja verdade. Inclusive, costuma "ver coisas" onde, na realidade, não existem.
Sentem tudo com uma alta intensidade, sendo que para eles, tudo faz mal, tudo os “agride”. Não sabem se proteger, ou ao menos, acreditam não saber. Eles têm sentimentos constantes de ser uma eterna "vítima".Esses indivíduos não conseguem mesmo manter um bom relacionamento entre seus familiares íntimos que convivem diariamente com eles (ex.: pais e irmãos). Por vezes, o ambiente é repleto de discórdias sendo que estes últimos também são classificados pelo o doente, ora como bons, ora como maus. Essas pessoas que convivem com o indivíduo percebem tais características, como o humor instável com demonstração de incapacidade de controlar a raiva (ex.: mau humor frequente, mau génio, sarcasmo, amargura, agressividade constante, etc.). Também podem ser tidas como pessoas incapazes de demonstrar gratidão, de interessar-se por si mesmo e pelos outros. Os outros, assim como a pessoa que o criou (ex: mãe, pai), podem ser sentidos por ele como “estranhos” que têm apenas a função de suprir e prover o que ele espera. A convivência diária com estes doentes pode ser de extrema dificuldade.
O perfil geral do transtorno inclui assim uma inconstância invasiva do humor, das relações interpessoais, da conduta (comportamento) e da identidade, que pode levar a períodos de dissociação. São pessoas muito instáveis em todos os aspectos de sua vida; seus relacionamentos íntimos são muito caóticos, com tendência a terminar abruptamente de forma explosiva, pois eles são marcados por períodos de grande idealização e também de grande desvalorização, de esforços exagerados para evitar a perda, de chantagens emocionais e de possessividade.
De forma geral, estão sempre no extremo e fazem análise extrema das situações externas. As suas opiniões em relação aos outros, são assim baseadas também, alternando drasticamente entre pessoas "maravilhosas" e pessoas "terríveis", por isso a frustração é frequente porque o portador do transtorno faz idealizações das pessoas e circunstâncias e estão sempre procurando o "perfeito" e o “ideal”.
Por causa da tendência em completamente idealizar ou completamente desvalorizar pessoas, lugares e objectos, os portadores do transtorno de personalidade por vezes podem fazer um mau julgamento de outras pessoas, fazendo com que se envolvem em relações extremamente prejudiciais, que levam a sucessivas crises emocionais. As suas opiniões e ideias são facilmente instáveis e contraditórias. Podem dizer com convicção "sim", para em seguida, dizer "não".
Estes doentes têm dificuldade em avaliar as consequências de seus actos e de aprender com a experiência e, então, erram e repetem o erro, nunca aprendendo. São indivíduos tão exigentes e imprevisíveis que assim tendem a afastar todos aqueles que os rodeiam. Eles sempre tendem a contornar a situação e colocam a culpa nos outros, seja por suas deficiências, decepções, responsabilidades ou problemas. Outro problema frequente é que têm dificuldade em relação a limites ou regras.
Em relação ao relacionamento familiar, o doente exige demais da sua família que pode, com razão, cansar-se das suas exigências e das suas agressões. Eles estão sempre a reclamar de algo, talvez querendo manter um cuidador perto de si, mas não têm capacidade o suficiente para nutrir uma relação saudável e estável. Para isso, eles são vistos como exímios manipuladores com tendência a manter perto de si a qualquer custo outra pessoa que seja sua "cuidadora". Isso pode ser conseguido de várias maneiras como já citadas, entre elas, ficar doente emocional ou fisicamente é frequente. Primordialmente, mostram-se aparentemente “normais” a fim de conseguir um vínculo. Entretanto, acabam por criar sérias confusões, mas consideram-se sempre as “vítimas injustiçadas”. A possessividade e o ciúme patológico são sintomas muito comuns entre este tipo de pacientes.
Em suma, o transtorno de personalidade é tido como um dos transtornos mentais mais devastadores, sobretudo na área de relacionamentos interpessoais, sendo também dos mais difíceis de ser tratado.
A literatura existente sugere que traços relacionados ao TPL são influenciados por genes e já que a personalidade pode ter características hereditárias, então o TPL também poderia ser, no entanto estudos têm tido problemas metodológicos e as ligações exactas não estão claras ainda. Um estudo maior de gémeos idênticos descobriu que se um deles atingir o critério de TPL, o outro também atinge em um terço (35%) dos casos. Filhos de pais (de ambos o géneros) com TPL têm cinco vezes mais de oportunidades de também desenvolver o Transtorno de Personalidade Limítrofe ou o Transtorno de Personalidade Anti-Social (Sociopatia). Além disso, pais com outros tipos de transtornos psiquiátricos tais como depressão, ansiedade ou transtorno afectivo bipolar podem terem um filho com probabilidade de desenvolver outra doença psiquiátrica, incluindo o transtorno de personalidade.
Não é fácil tratar um doente deste tipo. Pois este não se considera doente e pensa que são os outros que estão “loucos”. No entanto existem muitos tipos específicos de psicoterapia para eles, que foram desenvolvidos nos últimos anos. Os estudos já registados não confirmam a eficácia desses tratamentos, mas pelo menos sugerem que qualquer um deles pode resultar em alguma melhora. Terapias individuais simples podem, por si mesmas, melhorar a auto-estima e mobilizar as forças existentes nestes doentes. Terapias específicas podem envolver sessões durante muitos meses ou, no caso de transtornos de personalidade, muitos anos. Psicoterapias são frequentemente conduzidas com indivíduos ou com grupos. Terapia de grupo pode ajudar a potencializar as habilidades interpessoais e a auto consciência nos afectados pelo TPB, assim como medicação apropriada. Em casos mais graves, o doente deverá ser internado. Caso tenham algum doente na vossa família, não tente controlar o problema sozinhos, trata-se de uma doença e é necessário o diagnóstico de especialista na área. Em alguns casos mais graves, a própria família precisa de apoio psicológico e respectivo tratamento. Pois o portador deste transtorno provoca danos a si mesmo e aos que com ele convivem…
Sites consultados:

http://www.wiquipédia.pt

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?422

http://portalnippon.com/vida-e-estilo/saude/transtorno-de-personalidade.html

http://www.top30.com.br/news/transtornos-de-personalidade

http://www.kiai.med.br/psiquiatria/transtorno-de-personalidade-borderline-limitrofe-diagnostico-pelo-dsm-iv-e-cid-10-160/

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