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Os meus melhores votos...

Posted by Cecília on 10:30
Que os sinos do Natal sejam portadores de alegres esperanças, e que o Ano Novo renove os nossos sonhos e fortaleça a nossa convicção em construir um mundo melhor!

Votos de muita saúde e trabalho para todos vós!

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Crianças “violadas” nos seus Direitos Humanos.

Posted by Cecília on 10:22
Os avanços sociais e de cidadania das últimas décadas são inegáveis, mas falar de direitos humanos não perdeu actualidade. Porque se é verdade que, na essência, todos os princípios fundamentais estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a evolução civilizacional obriga a uma maior clarificação dos direitos concretos e, acima de tudo, a uma maior vigilância das práticas.
A violação dos direitos humanos é para mim uma grande revolta. Mas mais revoltada fico quando se trata da violação dos Direitos da Criança. No nosso país e no mundo inteiro continua a haver crimes contra as crianças, abusos sexuais, maus-tratos a todos os níveis, trabalho infantil, e muito outros. Principalmente nos países africanos e orientais. As crianças estão a ser “violadas” nos seus direitos humanos.
Gostaria de destacar um caso que me choca e entristece: a circuncisão feminina ou mutilação genital feminina (MGF) é o nome genérico dado a várias práticas que resultam na remoção de órgãos genitais femininos. Embora várias justificações são dadas para a manutenção da prática, ela parece estar relacionada principalmente ao desejo de subjugar as mulheres e controlar a sua sexualidade. De fato, historicamente os homens são os iniciadores, e isso sob o pretexto de preservar a fidelidade das mulheres.
Estima-se que 130 milhões de raparigas e mulheres em todo o mundo que tenham sido submetidos a MGF e que pelo menos 2 milhões de meninas por ano são susceptíveis de se submeter ao procedimento de uma forma ou de outra. Atualmente, a MGF é praticada em 28 países na África Subsariana e na parte nordeste da África. Relatórios indicam também a prática esporádica de MGF em alguns países do Oriente Médio e em alguns grupos étnicos na Índia e Sri Lanka.
Esta prática não tem nada em comum com a Circuncisão Masculina. A circuncisão feminina consiste na remoção do clítoris das pré-adolescentes, e até mesmo dos lábios vaginais. Há uma outra forma de mutilação genital chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.
A maioria das meninas circuncidadas ficam marcadas para a vida, na carne e no espírito. Elas nunca esquecem o trauma e a dor. Inclusive, muitas meninas morrem com o choque devido a dor insuportável e infecções. Outras ficam com insuficiência renal e inférteis, tendo dores insuportáveis nas relações sexuais futuras. Estas “operações” são feitas pelas mulheres adultas em condições de higiene pouco recomendáveis e com instrumentos muito primitivos, como lâminas de barbear ou xisato, não sendo sequer desinfectados.
As razões para a circuncisão varia de região para região e de um grupo étnico para outro. Muitos acreditam erroneamente que o Islão exige a circuncisão. Pois consideram que as mulheres não circuncidadas são consideradas impuras e incapazes de controlar seus impulsos sexuais. Outros grupos étnicos acreditam que o clítoris pode envenenar o homem ou a criança ao nascer. Outros ainda acreditam que o clítoris é um órgão masculino e por tal deve ser cortado para a menina se tornar uma mulher completa. Os homens recusam-se a casar com mulheres não-circuncidadas.
Já existem algumas mulheres adultas, com mais cultura a rebelarem-se contra a tradição. Nas livrarias podemos ler muitos livros de mulheres que conseguiram fugir às famílias, vivendo noutros países, onde fizeram careira, que denunciam este horror, relatando a sua própria experiência. Mas apesar das denuncias e de todas as medidas tomadas pelas as organizações internacionais como a ONU, OMS e UNICEF, ainda é muito difícil mudar a mentalidade destes grupos étnicos, porque para eles é um ritual necessário para a aceitação e integração da mulher na sua comunidade. Ao longo de suas vidas, as mulheres são condicionados a servir a comunidade e a reprimir os seus desejos e continuará assim durante longos anos, se não se conseguir mudar as mentalidades através da educação.
Mas infelizmente, esta violação dos direitos da criança, também está a ser praticada na Europa pelas comunidades emigrantes, em Paris, Roma, Estocolmo, Amesterdão, Manchester, Londres ou Berlim, também em Portugal, onde a circuncisão feminina apesar de ilegal é praticada no seio de muitas famílias oriundas dessas etnias. E aqui, a prática ainda é mais violenta, porque as meninas por andarem em escolas europeias, já têm mais conhecimento sobre o assunto, mas mesmo assim os pais obrigam-nas a esta tortura. Com medo de sanções, muitas famílias preferem circuncisar as suas meninas durante as férias escolares no seu país de origem.
Quanto à mutilação genital feminina e a sua criminalização em Portugal, a lei penal portuguesa pune esta prática com pena de prisão entre 2 a 10 anos, uma vez que, segundo o artigo 144.º da revisão ao Código Penal de 4 de Setembro de 2007, é considerada ofensa à integridade física agravada.
A comunidade guineense, na sua grande maioria concentrada em Lisboa, é a que mais pratica este crime, mas com uma diferença, essa prática é efectuada muito mais cedo, com dois ou três anos de idade, por considerarem ser mais fácil de curar. Para eles trata-se de cumprir com a religião e a tradição.

Conta-se que Abraão (ou Ibrahim, em árabe) casou com a bela mas estéril Sara. Foi ela própria que lhe sugeriu que tomasse outra mulher, que lhe desse descendentes. Abraão escolheu Agar, a escrava egípcia, que engravidou. Existem várias versões do fim da história, mas a que interessa para o caso conta que Sara, apercebendo-se do interesse crescente de Abraão por Agar, virou a sua ira contra a escrava, mutilando o seu órgão sexual. A este episódio relacionado com o profeta e patriarca das três religiões monoteístas, as fontes acrescentaram ainda que, durante os períodos de guerra, quando os homens saíam para combater, era preciso tornar as mulheres mais frias, para que não procurassem sexo, enfraquecendo-os.
Segundo Ibraima Baldé, membro da Associação Guineense Uallado Folei em Lisboa, considera que esta prática não tem nada a ver com qualquer religião. São usos e costumes. É mais uma forma de os homens se defenderem do adultério pois, sem prazer sexual dificilmente as mulheres praticam adultério. Defende sim a festa do ritual de passagem à idade adulta, que é muito bonita e não deve ser manchada pela mutilação (Site consultado: www.amnistia-internacional.pt).
Segundo a UNICEF, já existem alguns países africanos que têm leis contra a mutilação genital feminina e outras formas de violência contra as mulheres: Benim, Burquina, Costa do Marfim, Djibuti, Egito, Gana, Guiné, Indonésia, Nigéria, Uganda, República da África Central, Senegal, Somália, Tanzânia e Togo. Mas na restante África, a legislação não pune este tipo de crime.
Mas a verdade é que apesar da lei proibir tal prática nos países acima citados, ainda se continua a praticar frequentemente a circuncisão feminina nos dias de hoje. É urgente que este crime em “todos” os países do mundo seja realmente não praticado e caso o seja, que seja punido com severas sanções.
Focando o nosso país é necessário que as novas gerações de imigrantes consciencializem os mais velhos, que tal prática é realmente um crime e que isso não acontecerá com as filhas deles, denunciando os casos que conheçam.
Este é apenas uma das “violações” dos Direitos das Crianças, porque poderia citar inúmeros outros casos, quer no mundo, como no nosso próprio país.
Apelo a todos os governos que protejam as suas crianças, de modo a estas crescerem felizes, porque estas crianças serão os cidadãos de amanhã…! Mas não apelo só aos governos, apelo também a todos nós, pois todos temos obrigação de tratar bem as nossas crianças e de denunciar qualquer “violação” dos seus direitos que tenhamos conhecimento.

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A lenda do Rio Minho….

Posted by Cecília on 10:05
Era uma vez um rio chamado “Minius”, nasceu em Espanha, em Pedregal de Irimia, na Serra de Meira, província de Lugo, a 750 m de altitude... Denso, colorido e envolvente, convida-nos à descoberta…visitar vilas e aldeias ribeirinhas, fortificações e muralhas, jardins e museus, ilhas e pontes…ouvir as histórias das suas gentes e provar as suas iguarias (lampreia, sável, enguias, solhas…tudo acompanhado de um bom alvarinho…)! Podemos navegar nas suas águas tranquilas e quentes, inalar o seu oxigénio puro e extasiar-nos com os contornos mágicos da sua paisagem!

Convido toda as pessoas amantes da natureza a visitarem o nosso belíssimo Rio Minho. Uma paisagem serena, com uma fauna e flora muito ricas, e ao meu ver muito pouco aproveitadas.

Percorre cerca de 300 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico a sul da localidade de La Guardia e a norte de Caminha, na foz do Minho. Nos últimos 75 quilómetros do seu percurso, entre Melgaço e a foz, o Minho serve de fronteira entre Espanha e Portugal.
Entre a nascente e a foz, o rio Minho passa por Lugo, Ourense, Melgaço, Monção, Tui, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.

Em Espanha, os principais afluentes, de montante para jusante, são os rios Tamoga, Ladra, Avia, Tea e Louro, na margem direita e os rios Neira, Sil e Arnoya na margem esquerda. Em Portugal, os principais afluentes são os rios Coura e Mouro que, obviamente, se localizam na margem esquerda.

Um destino único para os amantes de desportos náuticos, da pesca, da ornitologia ou simplesmente para descansar.

É um destino de sonho não apenas na época balnear, mas sim todo o ano! Por exemplo no Outono, a panorâmica altera-se com a chegada de muitas aves aquáticas invernantes: corvos-marinhos-de-faces-brancas, garajaus-comuns e diversas espécies limícolas, das quais as mais frequentes são o maçarico-das-rochas e a rola-do-mar. Sem esquecer as frequentes gaivotas-argênteas que vivem lá todo o ano.

Na ilha da Moraceira, em Lanhelas poderão observar alguns cavalos de várias cores, já habituados à presença humana.

Se o Rio Minho falasse… contava-nos muitas histórias de encantar da época do contrabando e de muitos namoros que ali começaram!

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O transtorno de personalidade

Posted by Cecília on 12:36
Por vezes lidamos com pessoas que agora estão bem e de repente sem qualquer razão aparente (a nosso ver), ficam perturbadas e confusas. Pensamos “esta pessoa deve ser bipolar”, tem humores diferentes num espaço curto de tempo. Podem ser considerados indecisos e "de lua", pois são pessoas que dizem ou fazem uma coisa, mas em seguida mudam de ideia ou opinião drasticamente. E “cobram” dos outros tudo e mais alguma coisa, fazendo-se de vítima à mínima contrariedade.
Na realidade estas pessoas estão doentes. Sofrem de Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), também muito conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), este transtorno da personalidade é caracterizado por uma “desregulação” emocional, raciocínio extremista (cisão) e relações caóticas. Pessoas com personalidade limítrofe podem possuir uma série de sintomas psiquiátricos diversos como humor instável e reactivo, problemas com a identidade, assim como sensações de irrealidade e despersonalização.
Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (carácter). Pode-se dizer que é o "jeito" de ser da pessoa, o modo de sentir as emoções ou o "jeito" de agir.
Um transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e mal-ajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta. Geralmente esses indivíduos são pouco motivados para tratamento, uma vez que os traços de carácter não geram muito sofrimento para si mesmos, mas perturbam as suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente os sintomas aparecem no início da idade adulta e permanecem pela vida toda, caso não sejam tratados.
No entanto não é fácil detectá-los, pois podem “aparentemente”serem adoráveis, educados e simpáticos. Contudo, tais qualidades perdem a força conforme suas relações se tornam íntimas. Muitas vezes, superficialmente, pessoas que não conhecem profundamente o doente podem duvidar e não acreditar quando familiares, por exemplo, relatam o comportamento irritadiço e anormal que o paciente exibe. O ambiente intrafamiliar é muitas vezes marcado por conflitos constantes.
Aqueles que sofrem do transtorno de personalidade são indivíduos que afastam aqueles de quem mais precisam. Paradoxalmente, ao tempo que precisam do afecto e da companhia dessas pessoas, são capazes de afastá-las de forma cruel e, muitas vezes, assustadora. São muito exigentes de atenção e são excessivamente manipuladoras, embora nunca o admitam. Muito imaturos emocionalmente, são impacientes, não sabem esperar, suas recompensas devem ser sempre imediatas, não toleram frustrações e tendem a colocar a culpa sempre em outros pelas suas próprias falhas.
São pessoas com memória muito exacerbada para eventos negativos: não são capazes de perdoar, “remoem” coisas do passado e vivem e revivem intensamente um sofrimento desproporcional aos factos porque apresentam um juízo de valor muito rígido.
Por isso tudo, são pessoas facilmente vingativas, rancorosas, que, em momentos de fúria intensa, podem oscilar entre um comportamento explosivo ou friamente vingativo, passando bruscamente do papel de vítimas injustiçadas para o de verdadeiros vilões cruéis que não medem esforços para cometer acções maldosas em busca de vingança. Interiormente, eles acreditam estar correctos em suas atitudes e não entendem por que as outras pessoas os olham com espanto e indignação após tais comportamentos.
Também são, essencialmente, insaciáveis. Em termos de busca de atenção, eles sempre querem mais do que realmente têm. Por mais que as pessoas lhe dêem atenção, eles estão a exigir muito mais do que recebem.
Inclusive, eles tendem a ser "paranóicos", exigentes e desconfiados sempre de que os outros não lhe dão importância, mesmo que isso não seja a realidade. Eles, sem querer, distorcem-na, e acabam por colocar tudo para o lado "ruim" e ver somente o lado negativo ou das pessoas ou das situações com que se defrontam, acreditando, por exemplo, que as outras pessoas não lhe dão atenção, ou que de repente mudaram de comportamento e por isso são más, merecendo assim, punições e vinganças.
Trata-se de pessoas com instabilidade emocional, ou seja, aquelas que não conseguem manter equilíbrio emocional em situações de tensão ou stress. Elas frequentemente mudam de humor, emoções e conduta conforme o contexto que lhe for apresentado. Via de regra, têm baixa capacidade de julgamento e usualmente têm reacções “grosseiras”, acompanhadas muitas vezes de ansiedade. Podem ser pessoas rebeldes ou totalmente tímidas. Essas pessoas podem confundir carência emocional com paixão. Transferem para relacionamentos amorosos a sua instabilidade emocional. Muitas vezes tornam-se os causadores de brigas excessivas, têm extremo sentimento de posse e profunda carência afectiva. Vêem o outro como se ele tivesse nada menos que a obrigação de estar ali apenas para prover aquilo de que ele necessita. Além disso, elas tendem a acreditar que o outro parceiro tem de estar todo o tempo com ela, e têm a obrigação de não deixá-lo sozinho. Quando o parceiro tem de ir viajar ou quando cancela um encontro, facilmente se enfurecem ou entra em pânico, pois sente-se facilmente rejeitado. A sua capacidade de esconder o transtorno faz com que sejam vistos, superficialmente, como se não tivessem doença alguma.
Pessoas com o transtorno oscilam sempre entre dois extremos: um comportamento adulto e um comportamento infantil; entre a crueldade e a bondade. Esses indivíduos são também árduos manipuladores e estão constantemente a engendrar manipulações, a fim de testar as outras pessoas. Não toleram rejeições sentimentais. Isto quer dizer que qualquer movimento diferente da outra pessoa, significa que o outro não gosta mais dele, que não lhe quer mais, ou que irá abandoná-lo. Uma simples contrariedade partindo da pessoa por qual o doente mantém um vínculo afectivo importante, é visto como um sinal de "não", frustração e abandono, mesmo que isto não seja verdade. Inclusive, costuma "ver coisas" onde, na realidade, não existem.
Sentem tudo com uma alta intensidade, sendo que para eles, tudo faz mal, tudo os “agride”. Não sabem se proteger, ou ao menos, acreditam não saber. Eles têm sentimentos constantes de ser uma eterna "vítima".Esses indivíduos não conseguem mesmo manter um bom relacionamento entre seus familiares íntimos que convivem diariamente com eles (ex.: pais e irmãos). Por vezes, o ambiente é repleto de discórdias sendo que estes últimos também são classificados pelo o doente, ora como bons, ora como maus. Essas pessoas que convivem com o indivíduo percebem tais características, como o humor instável com demonstração de incapacidade de controlar a raiva (ex.: mau humor frequente, mau génio, sarcasmo, amargura, agressividade constante, etc.). Também podem ser tidas como pessoas incapazes de demonstrar gratidão, de interessar-se por si mesmo e pelos outros. Os outros, assim como a pessoa que o criou (ex: mãe, pai), podem ser sentidos por ele como “estranhos” que têm apenas a função de suprir e prover o que ele espera. A convivência diária com estes doentes pode ser de extrema dificuldade.
O perfil geral do transtorno inclui assim uma inconstância invasiva do humor, das relações interpessoais, da conduta (comportamento) e da identidade, que pode levar a períodos de dissociação. São pessoas muito instáveis em todos os aspectos de sua vida; seus relacionamentos íntimos são muito caóticos, com tendência a terminar abruptamente de forma explosiva, pois eles são marcados por períodos de grande idealização e também de grande desvalorização, de esforços exagerados para evitar a perda, de chantagens emocionais e de possessividade.
De forma geral, estão sempre no extremo e fazem análise extrema das situações externas. As suas opiniões em relação aos outros, são assim baseadas também, alternando drasticamente entre pessoas "maravilhosas" e pessoas "terríveis", por isso a frustração é frequente porque o portador do transtorno faz idealizações das pessoas e circunstâncias e estão sempre procurando o "perfeito" e o “ideal”.
Por causa da tendência em completamente idealizar ou completamente desvalorizar pessoas, lugares e objectos, os portadores do transtorno de personalidade por vezes podem fazer um mau julgamento de outras pessoas, fazendo com que se envolvem em relações extremamente prejudiciais, que levam a sucessivas crises emocionais. As suas opiniões e ideias são facilmente instáveis e contraditórias. Podem dizer com convicção "sim", para em seguida, dizer "não".
Estes doentes têm dificuldade em avaliar as consequências de seus actos e de aprender com a experiência e, então, erram e repetem o erro, nunca aprendendo. São indivíduos tão exigentes e imprevisíveis que assim tendem a afastar todos aqueles que os rodeiam. Eles sempre tendem a contornar a situação e colocam a culpa nos outros, seja por suas deficiências, decepções, responsabilidades ou problemas. Outro problema frequente é que têm dificuldade em relação a limites ou regras.
Em relação ao relacionamento familiar, o doente exige demais da sua família que pode, com razão, cansar-se das suas exigências e das suas agressões. Eles estão sempre a reclamar de algo, talvez querendo manter um cuidador perto de si, mas não têm capacidade o suficiente para nutrir uma relação saudável e estável. Para isso, eles são vistos como exímios manipuladores com tendência a manter perto de si a qualquer custo outra pessoa que seja sua "cuidadora". Isso pode ser conseguido de várias maneiras como já citadas, entre elas, ficar doente emocional ou fisicamente é frequente. Primordialmente, mostram-se aparentemente “normais” a fim de conseguir um vínculo. Entretanto, acabam por criar sérias confusões, mas consideram-se sempre as “vítimas injustiçadas”. A possessividade e o ciúme patológico são sintomas muito comuns entre este tipo de pacientes.
Em suma, o transtorno de personalidade é tido como um dos transtornos mentais mais devastadores, sobretudo na área de relacionamentos interpessoais, sendo também dos mais difíceis de ser tratado.
A literatura existente sugere que traços relacionados ao TPL são influenciados por genes e já que a personalidade pode ter características hereditárias, então o TPL também poderia ser, no entanto estudos têm tido problemas metodológicos e as ligações exactas não estão claras ainda. Um estudo maior de gémeos idênticos descobriu que se um deles atingir o critério de TPL, o outro também atinge em um terço (35%) dos casos. Filhos de pais (de ambos o géneros) com TPL têm cinco vezes mais de oportunidades de também desenvolver o Transtorno de Personalidade Limítrofe ou o Transtorno de Personalidade Anti-Social (Sociopatia). Além disso, pais com outros tipos de transtornos psiquiátricos tais como depressão, ansiedade ou transtorno afectivo bipolar podem terem um filho com probabilidade de desenvolver outra doença psiquiátrica, incluindo o transtorno de personalidade.
Não é fácil tratar um doente deste tipo. Pois este não se considera doente e pensa que são os outros que estão “loucos”. No entanto existem muitos tipos específicos de psicoterapia para eles, que foram desenvolvidos nos últimos anos. Os estudos já registados não confirmam a eficácia desses tratamentos, mas pelo menos sugerem que qualquer um deles pode resultar em alguma melhora. Terapias individuais simples podem, por si mesmas, melhorar a auto-estima e mobilizar as forças existentes nestes doentes. Terapias específicas podem envolver sessões durante muitos meses ou, no caso de transtornos de personalidade, muitos anos. Psicoterapias são frequentemente conduzidas com indivíduos ou com grupos. Terapia de grupo pode ajudar a potencializar as habilidades interpessoais e a auto consciência nos afectados pelo TPB, assim como medicação apropriada. Em casos mais graves, o doente deverá ser internado. Caso tenham algum doente na vossa família, não tente controlar o problema sozinhos, trata-se de uma doença e é necessário o diagnóstico de especialista na área. Em alguns casos mais graves, a própria família precisa de apoio psicológico e respectivo tratamento. Pois o portador deste transtorno provoca danos a si mesmo e aos que com ele convivem…
Sites consultados:

http://www.wiquipédia.pt

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?422

http://portalnippon.com/vida-e-estilo/saude/transtorno-de-personalidade.html

http://www.top30.com.br/news/transtornos-de-personalidade

http://www.kiai.med.br/psiquiatria/transtorno-de-personalidade-borderline-limitrofe-diagnostico-pelo-dsm-iv-e-cid-10-160/

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Porque somos tão críticos?

Posted by Cecília on 13:46
Porque temos dificuldade em exprimir os nossos sentimentos ou porque estamos constantemente bombardeados de más notícias que nos deixam deprimidos ou ainda porque devido a esta sociedade de competitividade na qual vivemos, existem mais pessoas com o desejo de demonstrarem ser superiores, mais capazes que os outros?

Penso que ninguém gosta de ser criticado, a não ser que essa crítica seja construtiva, para ajudar o outro a melhorar. Não basta criticar, deve-se sempre apresentar uma sugestão de melhoria.

Por exemplo, a nível profissional se um trabalhador nunca receber ou raramente receber um elogio dos seus superiores, isso reforçará o seu o seu nível de insatisfação, falta de incentivo, baixa auto-estima, falta de auto-afirmação e aumento do nível de stress. Essa empresa acaba por ter colaboradores desmotivados e por conseguinte, menos empenhados e menos produtivos (em termos de produção com qualidade).

Pois todas as pessoas, seja a nível, pessoal, profissional ou social querem ser valorizadas e ver reconhecidas as suas qualidades/capacidades.
Caso exista a necessidade de repreender alguém ou dar algum feedback negativo, devemos fazê-lo de modo a não magoar a pessoa, utilizar as palavras certas, em particular e apresentar uma sugestão de melhoria como já referi.

Mas não basta repreender/criticar, também é necessário fazer elogios sinceros quando oportuno.

“Há grandes homens que fazem com que
todos se sintam pequenos.
Mas o verdadeiro grande homem
é aquele que faz com que todos se sintam grandes”.

Gilbert Keith Chestenton

Devemos ser mais positivos, ver o lado bom da vida e não reclamar logo que nos surge uma pequena contrariedade. Isso não implica deixar de lado os problemas e não os resolver, devemos sim resolvê-los mas com base em sentimentos/pensamentos positivos, pensando que vamos superar esse obstáculo o quanto antes.

Se olharmos o lado positivo das coisas, de certeza que a vida nos correrá bem melhor! Por outro lado, sorrir, dizer obrigado, pedir por favor, também ajuda, pois comportamento gera comportamento… lembrem-se disso. Ter auto-estima por si próprio é outro dos pilares fundamentais para a construção do nosso bem-estar e felicidade.

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A cultura

Posted by Cecília on 12:04
Nos dias de hoje definir o que é realmente a cultura, não é tarefa fácil…
Cultura no seu sentido mais amplo, é considerada como o conjunto dos traços distintivos espirituais e materiais, intelectuais e emocionais da sociedade ou grupo social. Ela inclui não apenas as artes e as letras, mas também os modos da vida, os direitos fundamentais dos seres humanos, sistemas de valores, tradições e crenças.

No nível individual, a cultura pode ser entendida como o conhecimento adquirido de um ser humano. É algo que se adquire, constrói e evolui ao longo dos tempos.

A nível colectivo, a cultura é um conjunto fixo de identidades, um valor de referência relacionada a uma história, uma arte totalmente inserida na sociedade, representando todos os comportamentos sociais, religiosas, manifestações intelectuais, artísticas, etc.

A cultura também deve incluir: bens materiais, bens simbólicos (ideias), instituições (escola, família, governo...), costumes (por exemplo: quando as pessoas se reúnem para o jantar entre amigos ou familiares), valores, padrões, assim como a lei e a ordem.

No meu ponto de vista, a cultura não pode ser vista como algo apropriado. Tem de ser vista como uma produção colectiva de um universo de significados que são transmitidos através das gerações.

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Pense em verde e azul!

Posted by Cecília on 09:49
O meio ambiente natural, ao longo da história da humanidade, tem vital importância à vida de todo e qualquer ser humano. Esse meio do qual tanto o homem depende para sua plena existência, muitas vezes tem sido negligenciado e renegado a plano secundário, por valorização de outros elementos, tais como o aumento desenfreado de áreas urbanas, a aquisição exacerbada de bens de consumo, o crescimento da indústria do turismo, entre tantos outros.
Para mim a natureza funciona como uma terapia de relaxamento, fechar os olhos e imaginar por uns segundos que estamos a beira-mar, à beira-rio, num campo, numa floresta… dá-nos paz de espírito! Mas pensar só não basta, devemos sempre que possível estar em contacto com a natureza para sentirmos realmente os benefícios. Para quem não vive na natureza ou não pode se deslocar até ela, poderá sempre fazer uma caminhada no parque mais próximo, colocar umas plantas na varanda, ter um aquário de peixes na sala de estar, ter uma planta na mesa do escritório… de certeza que terá um impacto muito bom sobre a sua saúde mental e física. Por isso caros leitores da próxima vez que sentirem que o “stress” os está a dominar, pensem em verde (natureza) e azul (água)! As férias estão a porta, aproveitem para usufruir da natureza com os seres que mais amam!

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