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Cereja do Fundão

Posted by Cecília on 11:06
Segundo o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), o Centro apresenta-se como sendo uma região fortemente dependente do turismo interno, com taxas de ocupação estáveis e com uma oferta de alojamento com grande potencial para o crescimento. Por outro lado, o Centro tem um posicionamento geográfico de excelência, que permite usufruir das dinâmicas de duas importantes áreas metropolitanas (Lisboa e Porto). Possui centros urbanos diversos e de dimensão “acolhedora” para experiências onde emerge a qualidade de vida, como é o caso da Cova da Beira. Possui recursos (ou potenciais recursos) singulares, inovadores e de características únicas, como é o caso da Cereja do Município de Fundão e seus produtos derivados. A imagem da Cereja do Fundão tornou-se a imagem de marca do Município. A sua utilização sustentável pode dar origem a novas dinâmicas turísticas, com base numa comunicação adequada entre os intervenientes no processo de divulgação da mesma. Em face da competitividade e das exigências da demanda, o Turismo tem-se demonstrado uma alternativa às atividades económicas e cada vez mais é necessário que a oferta seja baseada numa comunicação comum, de modo a divulgar a Cereja do Fundão e produtos derivados como ícone turístico.

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Salão E-commerce - Paris 2012

Posted by Cecília on 07:57
Não percam o salão E-commerce – Paris 2012 nos dias 18/19/20 de Setembro!

Estão previstas 14 salas de conferências onde serão apresentadas as mais recentes ferramentas e serviços dedicados ao E-commerce.


Serão abordados 7 temas:


1. E-Commerce Technologies: para construir a sua loja online;
2. E-commerce serviços: para crescer o seu negócio on-line;
3. Marketing digital para e-commerce: para aumentar a sua quota de mercado;
4. M-commerce (mobile commerce e mobile marketing): para conquistar o território dos telemóveis;
5. Social do Comércio: e-commerce versão 2.0;
6. Relacionamento com o cliente: adquirir e reter usuários;
7. Logística: para consolidar a eficácia do e-commerce.

Com este ano, um tema transversal, o desenvolvimento internacional de E-commerce. Este tema abordará ferramentas de aplicação, o pagamento, a logística, o e-marketing, a parte jurídica, etc. O objetivo é permitir que os e-comerciantes possam conquistar novos territórios de venda.

Um evento a não perder!

Consultem o meu outro blog:

http://ceciliabusinessmarketing.wordpress.com/

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A pontualidade nas diferentes culturas

Posted by Cecília on 07:56
O tema da pontualidade tem sido muito debatido nos últimos tempos. De acordo com todos os livros de etiqueta, cortesia, protocolo, etc., a pontualidade é sempre apontada como uma das mais importantes características. No entanto esta nem sempre é tida em consideração. A importância da pontualidade varia muito de cultura para cultura. Cada país tem os seus próprios códigos em relação ao que é adequado em termos de pontualidade, prazos e outras coisas que envolvem o fator tempo. Por exemplo a falta de pontualidade em certos países é considerada uma ofensa nos países orientais, tais como: China, Japão, Indonésia, Malásia, Singapura, Alemanha, Inglaterra, etc.

Outros países são mais “flexíveis” e “tolerantes”, tais como o Brasil, França, Espanha e o nosso… entre outros!

No que diz respeito à nossa cultura, muitos diriam que somos muito pouco pontuais, o limite de tolerância são de 15 minutos, mas muitos portugueses atrasam-se muito mais… Será mesmo uma falta de educação?

Pessoalmente penso que não, os portugueses não chegam atrasados para ofenderem os outros. O problema principal deles é a falta de atitude, de organização e saberem agendar bem o seu tempo. Os portugueses e outros necessitam de formação em “Gestão do Tempo”. Muitas das empresas já têm em conta este factor, porque “tempo é dinheiro” e fornecem formação nesta área aos seus colaboradores. No meio profissional, a pontualidade é um factor fundamental. Nas nossas vidas pessoais também o deveria ser, deveríamos saber definir as nossas prioridades e agendar os nossos dias para não falharmos com os outros, porque se nós não gostamos de esperar mais de 15 minutos (no nosso país), os outros também não, e se tivermos de conviver com um oriental é melhor chegar 15 minutos antes!

Em contexto de férias, os portugueses também têm uma tendência a “relaxarem-se”com o horário para quebrarem com a rotina do trabalho que os obriga a cumprirem horários. Este fato é saudável sempre que os membros que estão de férias connosco estejam de acordo, porque caso exista outras pessoas de outras culturas que dêem uma importância relevante aos horários, devemos respeitá-los. Podemos usufruir das férias, dormir de manhã, passear e cumprir também os horários de refeições ou outros encontros com os nossos amigos.

Para quem têm crianças, cumprir os horários, mesmo nas ferias é importante, trata-se de disciplina, de educar as crianças a comerem às horas certas, porque caso contrário começam a comer entre as refeições, ou a comer demasiado na hora da refeição (porque estão a comer tarde), criando mãos hábitos alimentares que se podem reflectir negativamente na saúde.

Na minha perspectiva, todos devemos fazer o esforço de cumprir os horários, respeitando assim os outros que nos esperam. No entanto também não devemos ser “inflexíveis”, porque contratempos incontornáveis também acontecem (uma avaria, um acidente, auxiliar um familiar ou amigo com um problema grave, etc.). Nestes casos concretos devemos sempre tentar avisar a pessoa que nos espera, como por exemplo telefonando, mas por vez também podemos não ter bateria, rede ou saldo… daí também seremos indulgentes com as pessoas atrasadas. O respeito pelo o outro também passa pelo “saber esperar”.

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Cultura portuguesa versus cultura francesa

Posted by Cecília on 12:24
No meu ponto de vista o que define cada cultura é a sua história, tradição, costumes, memórias… e o que as torna únicas são as suas especificidades.

Em Portugal o que o torna único são o calor das suas gentes, a sua enogastronomia, o fado – “a saudade”, entre muitas outras especificidades.

A França o que a torna única são a sua industria automóvel e outras, a moda, a vanguarda, os produtos de luxo, e também a sua enogastronomia, sem dúvida.

Se tivesse de caracterizar o povo português, diria que é um povo bem mais acolhedor que o Francês. O povo português é mais optimista e sonhador. Tem também uma enorme capacidade de adaptação a todas as coisas, ideias e seres, sem que isso implique perda de carácter. Foi esta faceta que lhe permitiu manter sempre a atitude de tolerância e que imprimiu à colonização portuguesa um carácter especial inconfundível: assimilação por adaptação. O Português tem vivo sentimento da natureza e um fundo poético e contemplativo estático diferente do dos outros povos latinos. Apesar de ser caloroso, falta-lhe a exuberância e a alegria espontânea e ruidosa dos povos mediterrâneos. É mais inibido que os outros meridionais pelo grande sentimento do ridículo e medo da opinião alheia.

O povo português é também fortemente individualista, mas possui grande fundo de solidariedade humana, por exemplo quando sucedeu a derrocada na ilha da Madeira, muitas pessoas deram donativos para contribuírem a reconstrução/reparação das casas e outros locais destruídos.
Outro facto que caracteriza o povo português é o estado de alma sui generis que ele denomina de “saudade”. Esta saudade é um estranho sentimento de ansiedade, a ânsia permanente da distância, uma espécie de sentimento poético de fundo amoroso ou até religioso, que pode tomar a forma panteísta de dissolução na natureza, ou se compraz na repetição obstinada das mesmas imagens ou sentimentos.

O povo Português também é um povo de emigrantes, espalhados pelo mundo, considerados bons trabalhadores por todos. O povo português tem uma grande coragem e espírito de sacrifício como poucos.

O povo português tem também uma enorme capacidade de adaptação, pois adapta-se a climas, a profissões, a culturas, a idiomas e a gentes de maneira verdadeiramente excepcional. O Português foi sempre poliglota. Já os nossos clássicos escreveram quase todos em mais de uma língua, e mesmo as pessoas de pouca ínstrução aprendem e sabem com frequência falar um idioma estrangeiro. Mas a capacidade de adaptação é geral; podia ilustrar-se com inúmeros exemplos. O Português adapta-se a outro ambiente cultural tão bem que parece ter sido assimilado. Já o francês parece sempre francês em qualquer lado, dificilmente perde o seu sotaque, pronúncia e hábitos.

A capacidade de adaptação, a simpatia humana e o temperamento apaixonado são a chave da colonização portuguesa. O Português assimilou adaptando-se.

Ao longo da História também se verifica o temperamento expansivo e dinâmico do Português. Nos tempos em que a actividade era a guerra, os Lusitanos foram a expressão mais acabada da luta permanente e sem tréguas, que se prolongou pela Idade Média nas lutas da Reconquista contra os Mouros, para se transformar, finalmente, nas viagens de descobrimentos e de colonização.

Outra constante da cultura portuguesa é o profundo sentimento humano, que assenta no temperamento afectivo, apaixonado e bondoso. Para o Português o coração é a medida de todas as coisas.

Na história e literatura portuguesa também temos a presença deste sentimento de amor forte: basta relembrar a grande paixão de D. Pedro por D. Inês de Castro, que nem a morte conseguiu extinguir e que ainda hoje serve de motivo poético.

Na literatura basta lembrar a lírica de Camões, esse grande poeta, que nos dá exemplos da mais bela e mais repassada emoção.

Quanto à discrição física dos portugueses, antes eram morenos, de estatura baixa, sorridentes…hoje somos menos sorridentes (devido à crise financeira que atravessámos), somos morenos, louros, ruivos, mulatos, asiáticos…somos uma mistura de muitas nacionalidades que por cá se instalaram, casaram com portugueses e tiveram filhos.

Lá fora os outros associam Portugal a um país de férias, de calor. Palavras como mar, sol, calor, férias, festas e praia são referenciadas com muita frequência. Também nos associam ao Futebol e o nome de Figo e Cristiano Ronaldo são bastante nomeados.

Também somos conhecidos pelo Fado, actualmente Património Imaterial da Humanidade, assim como pelo o nosso Vinho do Porto (“Oporto”), embora lá fora ainda muitos pensem que é um produto inglês, principalmente nos Estados Unidos da América.

Também somos vistos como um povo que gosta de comer e beber bem. Associam-nos muito ao bacalhau e à sardinha.

Um ponto negativo que também nos caracteriza: a falta de pontualidade!!! Considerada uma falta de respeito para certas nacionalidades. No entanto não o fazemos por falta de respeito, aliás de um modo geral o povo português é respeitador e privilegia muito este valor. Digamos antes que chegar tarde, já nos vai no sangue…

Neste aspecto os franceses são pontuais e gostam muito da pontualidade nos outros. Neste ponto um trabalhador português em França terá de se adaptar rapidamente e cumprir os seus horários se quer preservar o seu emprego ( no nosso país também…).

Relativamente aos franceses, sendo umas pessoas menos acolhedoras que nós, são muito mais românticas que nós. Aliás a França é objecto de todo um imaginário romântico em torno da sua tradição artística e intelectual, da riqueza do seu património arquitectónico e da diversidade das suas paisagens resplandecentes. Cada país tem a sua especificidade. Poderíamos também afirmar que a gastronomia francesa faz parte do património nacional. A gastronomia é, com efeito, uma das maiores referências de França no mundo. Delicias como o foie gras, as quiches, os crepes ou o camembert… são produtos franceses que se expandiram por todo o mundo.

Dependendo da cultura, podemos concluir que não existe cultura sem tradição. Pois esta institui uma relação entre o passado - a tradição, na medida em que nela se inscrevem actos culturais que ilustram as diferentes possibilidades do homem - e o presente, que num diálogo com essas produções é capaz de criar outras formas, outros modos de estar no mundo.

Podemos, então, admitir que não há cultura verdadeira sem uma atenção à tradição para a compreensão do presente e construção do futuro.

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Património Cultural

Posted by Cecília on 12:13
A interligação do Património Cultural associado ao Turismo ainda está por aprofundar, a Indústria Turística e o sector da Cultura e do Património, têm de estabelecer parcerias mais definidas para que o Turismo seja um aliado do Património e não um inimigo. A preservação e a vivência do Património são duas dimensões indissociáveis.

O património cultural e natural faz parte dos bens inestimáveis e insubstituíveis não só de cada país mas de toda a humanidade. A perda, por degradação ou desaparecimento, de qualquer desses bens eminentemente preciosos constitui um empobrecimento do património de todos os povos do mundo. Com vista a garantir o melhor possível a adequada identificação, protecção, conservação e valorização do património mundial, os Estados membros da UNESCO adoptaram em 1972 a Convenção do Património Mundial. A Convenção prevê a criação de um «Comité do Património Mundial» e de um «Fundo do Património Mundial». O Comité e o Fundo estão operacionais desde 1976.

A partir da adopção da Convenção, em 1972, a comunidade internacional adoptou o conceito de «desenvolvimento sustentável». A protecção e a conservação do património natural e cultural constituem um importante contributo para o desenvolvimento sustentável. A Convenção visa a identificação, protecção, conservação, valorização e transmissão às gerações futuras do património cultural e natural de valor universal excepcional. Os critérios e condições para inscrição de bens na Lista do Património Mundial foram elaborados para avaliar o valor universal excepcional dos bens, e orientar os Estados parte na protecção e gestão dos bens do património mundial.

Deste modo, a UNESCO tornou-se nestes últimos trinta anos num organismo internacional de referência, que orienta as concepções e actuações na matéria do Património Cultural agora entendida numa perspectiva mais universal. Em Novembro de 1972, inaugurou a “Lista do Património Mundial”. Trata-se de uma lista que proporciona prestígio, favorece o turismo e, ao mesmo tempo, estabelece um compromisso de protecção para estes bens patrimoniais, entre eles, os majestosos Mosteiros da Batalha e de Alcobaça, Convento de Cristo, Centros Históricos:Guimarães, Porto, Évora, Angra do Heroísmo (Açores), Alto Douro Vinhateiro e Floresta Laurissilva da Madeira.

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Os meus melhores votos...

Posted by Cecília on 10:30
Que os sinos do Natal sejam portadores de alegres esperanças, e que o Ano Novo renove os nossos sonhos e fortaleça a nossa convicção em construir um mundo melhor!

Votos de muita saúde e trabalho para todos vós!

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Crianças “violadas” nos seus Direitos Humanos.

Posted by Cecília on 10:22
Os avanços sociais e de cidadania das últimas décadas são inegáveis, mas falar de direitos humanos não perdeu actualidade. Porque se é verdade que, na essência, todos os princípios fundamentais estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a evolução civilizacional obriga a uma maior clarificação dos direitos concretos e, acima de tudo, a uma maior vigilância das práticas.
A violação dos direitos humanos é para mim uma grande revolta. Mas mais revoltada fico quando se trata da violação dos Direitos da Criança. No nosso país e no mundo inteiro continua a haver crimes contra as crianças, abusos sexuais, maus-tratos a todos os níveis, trabalho infantil, e muito outros. Principalmente nos países africanos e orientais. As crianças estão a ser “violadas” nos seus direitos humanos.
Gostaria de destacar um caso que me choca e entristece: a circuncisão feminina ou mutilação genital feminina (MGF) é o nome genérico dado a várias práticas que resultam na remoção de órgãos genitais femininos. Embora várias justificações são dadas para a manutenção da prática, ela parece estar relacionada principalmente ao desejo de subjugar as mulheres e controlar a sua sexualidade. De fato, historicamente os homens são os iniciadores, e isso sob o pretexto de preservar a fidelidade das mulheres.
Estima-se que 130 milhões de raparigas e mulheres em todo o mundo que tenham sido submetidos a MGF e que pelo menos 2 milhões de meninas por ano são susceptíveis de se submeter ao procedimento de uma forma ou de outra. Atualmente, a MGF é praticada em 28 países na África Subsariana e na parte nordeste da África. Relatórios indicam também a prática esporádica de MGF em alguns países do Oriente Médio e em alguns grupos étnicos na Índia e Sri Lanka.
Esta prática não tem nada em comum com a Circuncisão Masculina. A circuncisão feminina consiste na remoção do clítoris das pré-adolescentes, e até mesmo dos lábios vaginais. Há uma outra forma de mutilação genital chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.
A maioria das meninas circuncidadas ficam marcadas para a vida, na carne e no espírito. Elas nunca esquecem o trauma e a dor. Inclusive, muitas meninas morrem com o choque devido a dor insuportável e infecções. Outras ficam com insuficiência renal e inférteis, tendo dores insuportáveis nas relações sexuais futuras. Estas “operações” são feitas pelas mulheres adultas em condições de higiene pouco recomendáveis e com instrumentos muito primitivos, como lâminas de barbear ou xisato, não sendo sequer desinfectados.
As razões para a circuncisão varia de região para região e de um grupo étnico para outro. Muitos acreditam erroneamente que o Islão exige a circuncisão. Pois consideram que as mulheres não circuncidadas são consideradas impuras e incapazes de controlar seus impulsos sexuais. Outros grupos étnicos acreditam que o clítoris pode envenenar o homem ou a criança ao nascer. Outros ainda acreditam que o clítoris é um órgão masculino e por tal deve ser cortado para a menina se tornar uma mulher completa. Os homens recusam-se a casar com mulheres não-circuncidadas.
Já existem algumas mulheres adultas, com mais cultura a rebelarem-se contra a tradição. Nas livrarias podemos ler muitos livros de mulheres que conseguiram fugir às famílias, vivendo noutros países, onde fizeram careira, que denunciam este horror, relatando a sua própria experiência. Mas apesar das denuncias e de todas as medidas tomadas pelas as organizações internacionais como a ONU, OMS e UNICEF, ainda é muito difícil mudar a mentalidade destes grupos étnicos, porque para eles é um ritual necessário para a aceitação e integração da mulher na sua comunidade. Ao longo de suas vidas, as mulheres são condicionados a servir a comunidade e a reprimir os seus desejos e continuará assim durante longos anos, se não se conseguir mudar as mentalidades através da educação.
Mas infelizmente, esta violação dos direitos da criança, também está a ser praticada na Europa pelas comunidades emigrantes, em Paris, Roma, Estocolmo, Amesterdão, Manchester, Londres ou Berlim, também em Portugal, onde a circuncisão feminina apesar de ilegal é praticada no seio de muitas famílias oriundas dessas etnias. E aqui, a prática ainda é mais violenta, porque as meninas por andarem em escolas europeias, já têm mais conhecimento sobre o assunto, mas mesmo assim os pais obrigam-nas a esta tortura. Com medo de sanções, muitas famílias preferem circuncisar as suas meninas durante as férias escolares no seu país de origem.
Quanto à mutilação genital feminina e a sua criminalização em Portugal, a lei penal portuguesa pune esta prática com pena de prisão entre 2 a 10 anos, uma vez que, segundo o artigo 144.º da revisão ao Código Penal de 4 de Setembro de 2007, é considerada ofensa à integridade física agravada.
A comunidade guineense, na sua grande maioria concentrada em Lisboa, é a que mais pratica este crime, mas com uma diferença, essa prática é efectuada muito mais cedo, com dois ou três anos de idade, por considerarem ser mais fácil de curar. Para eles trata-se de cumprir com a religião e a tradição.

Conta-se que Abraão (ou Ibrahim, em árabe) casou com a bela mas estéril Sara. Foi ela própria que lhe sugeriu que tomasse outra mulher, que lhe desse descendentes. Abraão escolheu Agar, a escrava egípcia, que engravidou. Existem várias versões do fim da história, mas a que interessa para o caso conta que Sara, apercebendo-se do interesse crescente de Abraão por Agar, virou a sua ira contra a escrava, mutilando o seu órgão sexual. A este episódio relacionado com o profeta e patriarca das três religiões monoteístas, as fontes acrescentaram ainda que, durante os períodos de guerra, quando os homens saíam para combater, era preciso tornar as mulheres mais frias, para que não procurassem sexo, enfraquecendo-os.
Segundo Ibraima Baldé, membro da Associação Guineense Uallado Folei em Lisboa, considera que esta prática não tem nada a ver com qualquer religião. São usos e costumes. É mais uma forma de os homens se defenderem do adultério pois, sem prazer sexual dificilmente as mulheres praticam adultério. Defende sim a festa do ritual de passagem à idade adulta, que é muito bonita e não deve ser manchada pela mutilação (Site consultado: www.amnistia-internacional.pt).
Segundo a UNICEF, já existem alguns países africanos que têm leis contra a mutilação genital feminina e outras formas de violência contra as mulheres: Benim, Burquina, Costa do Marfim, Djibuti, Egito, Gana, Guiné, Indonésia, Nigéria, Uganda, República da África Central, Senegal, Somália, Tanzânia e Togo. Mas na restante África, a legislação não pune este tipo de crime.
Mas a verdade é que apesar da lei proibir tal prática nos países acima citados, ainda se continua a praticar frequentemente a circuncisão feminina nos dias de hoje. É urgente que este crime em “todos” os países do mundo seja realmente não praticado e caso o seja, que seja punido com severas sanções.
Focando o nosso país é necessário que as novas gerações de imigrantes consciencializem os mais velhos, que tal prática é realmente um crime e que isso não acontecerá com as filhas deles, denunciando os casos que conheçam.
Este é apenas uma das “violações” dos Direitos das Crianças, porque poderia citar inúmeros outros casos, quer no mundo, como no nosso próprio país.
Apelo a todos os governos que protejam as suas crianças, de modo a estas crescerem felizes, porque estas crianças serão os cidadãos de amanhã…! Mas não apelo só aos governos, apelo também a todos nós, pois todos temos obrigação de tratar bem as nossas crianças e de denunciar qualquer “violação” dos seus direitos que tenhamos conhecimento.

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